quarta-feira, 25 de maio de 2011

UM POUCO DE CARTOLA por Aleci


Angenor de Olveira nasceu no Rio de Janeiro, em 11 de Outubro de 1908. Ganhou seu apelido de Cartola quando, como pedreiro, resolveu usar um chapéu coco para que o cimento não grudasse em seus cabelos. Seus colegas não resistiram a gozação e lhe deram o apelido.

Cartola é a prova da natureza surpreendente do verdadeiro talento. Fez somente o primário e jamais conseguiu se integrar à estrutura de trabalho. Trabalhou sempre com bicos, como pedreiro, pintor de paredes, lavador de carros, vigia de prédios e contínuo de repartição pública. Mas seu dom fez dele o maior sambista carioca de todos os tempos, com letras impecáveis e batidas deliciosas.

Na década de 20, quando os blocos de carnaval resolveram se organizar em sociedades permanentes, Ismael Silva e o pessoal do Estácio criaram uma associação que se autodenominava Escola de Samba, a Deixa Falar. Cartola, então, juntou o pessoal da Mangueira, escolheu o nome Estação Primeira de Mangueira, adotou as cores verde e rosa e também criou sua escola. Nascia assim o maior fenômeno do carnaval carioca. Em seu primeiro desfile na Praça Onze, com o samba enredo de Cartola, Chega de Demanda, a Mangueira ganhava também o primeiro prêmio do carnaval.

Apesar do sucesso de seus sambas, Cartola morreu pobre, morando numa casa doada pela prefeitura do Rio de Janeiro, em 30 de novembro de 1980.

A minha música preferida é "O Mundo é um Moinho" . Clik no nome para ver Cartola cantando essa música para seu pai, é lindo.




2 comentários:

  1. Legal Aleci, isto é que é cultura...
    Parabens.

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  2. Grande Cartola...Esse é dos meus preferidos, principalmente, saboreando aquela caipirinha, uma antártica estupidamente gelada com peraputanga frita, pirão de bagre ensopado e pacú assado, lá no Serabar.
    Mas, se quiserem ouvir o Grande Cartola ao vivo, vá até o Clube do Choro (Chorinho) ou na roda de viola do bar do Corinthians às 5ª feira.
    Josias Santana.

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